sexta-feira, 11 de maio de 2012

O amor é a oração que cura.

Dias antes do natal, estava eu em uma capela num vilarejo ao norte de Portugal, acompanhando uma família amiga a missa da tarde. Fazia naquele momento seis graus a igrejinha era muito gelada e estava lotada, muitas mulheres de preto com seus xales, lenços e cachecóis  de lã para aquecer cabeça e mãos por cima de casacos longos e quentes, conforme a tradição de Portugal.

Um homem desfiava o terço antes do vigário chegar.Eu e minha amiga, não encontramos lugar nos bancos centrais e nos assentamos no banco lateral, que ao menos era almofadado,então pensei aqui é mais quentinho, até que vi que atrás era uma linda parede de azulejos decorados em azul,com motivos sacros, típicos da arte dos portugueses local,vi que teríamos de ficar encostado neles, isso já me deu um frio na espinha, mais era a única opção. Olhei para minha amiga e disse: É só não encostarmos, ela riu e ficamos em silencio enquanto que todos respondiam o terço fervorosamente.

Em nossa frente nos bancos centrais,os de frente para o altar, estava uma senhorinha linda bem branquinha que mantinha os olhos fechados a orar,em  meio ao um lenço negro bordado português e uma capa no mesmo tom.Logo comecei a me incomodar ao perceber que ela não parava com os pés , uma hora estava sobre o suporte de madeira onde se ajoelha, outro ela esticava no corredor, depois botava-os no chão mais plano, e vi também lagrimas rolarem de seus olhos. Percebi  em seguida que o frio estava calando em meus pés nas botas, e subindo até os joelhos, pareciam que estavam no gelo, minha amiga reclama em seguida do friu do chão nos pés.

Logo começa a missa, entra muitas criancinhas cantando e cada uma coloca uma estrelinha numa arvore de natal enfrente ao presépio, ao pé do altar.E o padre velhote cabelos grisalhos com cara de mal humorado,tratou de rezar a missa rapidinho sem muitas explicações, nem se quer deu importância as crianças e as estrelinhas, sem comentário ficamos sem saber o porque delas.

Mais oque me incomodava  mesmo, era ver aquela senhorinha esfregando as mãos nos tornozelos e joelhos, mais no direi que no esquerdo, demostrando estar com muita dor, serrava os olhos na fé e suas lagrimas rolavam,  eram aparadas por um lenço branco que ela trazia,Eu fiquei mais prestando atenção em sua dor, que responder a missa já que isso não é difícil é só por no automático.Quando a igreja se deu as mãos para rezar o Pai Nosso, não tive duvidas que Deus queria sua cura, quando ela estendeu a mão a outra pessoa e depois direcionou a mim, peguei a sua mão e determinei que ficasse boa e que todo mal que lhe atormentava que saísse em nome de Jesus Cristo, que Deus tivesse misericórdia dela, e quis muito que ela ficasse boa, de todo meu coração, pedi que o senhor me desse um sinal se tivesse me ouvido.

Assim que terminamos a oração, senti que meus pés e pernas esquentavam muito, olhei para minha amiga e perguntei :Esquentou seus pés ?Ela disse sim parece que até meu joelho estão quentes,olhei para aquela senhora e vi que mantinha os olhos abertos a olhar para o padre, lindos olhos azuis no meio das pálpebras cansadas.

Não afirmo que foi curada, e sei que nunca vou saber, mais sei que fiz oque meu coração pedia fortemente, e Deus me respondeu dando até o testemunho de minha amiga. Quando saímos, comente com minha amiga que sorrindo disse:Percebi que você não rezava o pai nosso e sim outras palavras, que Deus te ouviu tenho certeza.

Sairmos e lá fora estava já noitinha,  gelo caia do céu deixando os carros todos branquinhos, era o natal chegando, com sua poesia e encanto envolvendo os corações.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

AMOR DE MÃE CURA

Estes dias vendo um documentário onde uma mãe falava do seu amor pelo filho e tudo que passara por ele, me lembrei quando os meus eram pequeninos sempre que caiam se feriam, eu os pegava no colo beijava o dodói ou passava uma pomadinha e dizia.-.Pronto já sarou e eles parando de chorar  voltando a brincar, muitas vezes era só dizer não foi nada, beija que sara eles beijavam a batida e saiam acreditando que havia sarado.

Nos momentos que se sentiam tristes humilhados, por não terem aprendido a lição na escola, ou por afronta de algum amiguinho coisas de criança, como a professora ter chamado atenção em classe. Eu tinha o cuidado de me sentar com eles na hora de fazer os deveres de casa, e conversávamos sobre o assunto, sobre como tinha sido o dia deles,se choravam, ao contar eu  enxugava-lhes as lagrimas, acariciava o rostinho explicando o porque das coisas , sempre deixando claro  com naturalidade seus valores, e afirmando que tudo passa, que no outro dia tudo seria alegria, no final eu podia ver que estavam seguros e voltavam a sorrir novamente.

Quantas noites de febre e as mãe é o remédio, quantos momentos difíceis na adolescência e a mãe é o remédio.Durante a vida a mãe esta sempre de braços abertos, para amparar, para levantar, para dar o amor que cura.

Esta mãe falava do seu sofrimento com muitos filhos que tinha e que seu amor vencera todas as barreiras, mais na adolescência teve um filho nos vícios das drogas, como era sua luta pelo filho,com toda suas forças eram oras de orações de joelhos no chão, no seu desespero passava madrugadas falando com Deus em suas lamentações pedindo pela libertação do filho.

Contando que quando seu filho no seus ataques de abstinência, quebrava tudo em casa se agredia e agredia quem tivesse perto se ela o deixasse, quando isso acontecia ela o levava para a praia que era perto da sua casa e dizia a ele para extravasar, gritar, se esmurrar, que podia até bater nela, mais que ele não iria se drogar mais, ela via seu filho como louco, por vezes foi agredida seriamente mais o seu coração o amava mais e mais, ela via o filho como a criancinha que ela vira crescer inocente.

O tempo passou ela venceu o inferno, ele saiu das drogas e hoje é um filho exemplar advogado e evangélico. Disse  que Deus devolveu seu filho a vida, e passou a cuidar dele pra ela , que agora ela o devolveu ao Pai.

Que Deus confiou as mulheres os seus filhos, logo ser mãe e padecer no paraíso, onde tudo vale a pena, tudo se transforma em AMOR QUE CURA.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O CÃO FEROZ

Hoje meu filho me contou uma passagem que dei muita risada. Aconteceu que um dia ele estava andando numa rua de Madri, vindo do super mercado numa manhã de domingo.

Ao atravessar a rua um cachorro salsichinha veio de encontro com ele, louco de raiva pronto para atacar. Ele levava na mão uma sacola com verduras e numa outra uma garrafa grande de refrigerante, ficou muito assustado com a reação do salsicha que veio direto em seus pés,a dona do outro lado na calçada gritava com seu cão que nem ouvia devido a sua fúria,e ela dizia –cuidado moço ele morde mesmo. Tudo isto em fração de segundos.

Meu filho vendo ele já perto de seus pé, deu lhe com o fundo da garrafa na cabeça de uma maneira tão certeira, que o cão perdeu o rumo, saiu bêbado, ele pensou com ele mesmo- nossa eu só soltei a garrafa. A dona disse ao cão–Viu seu tonto pensa que é valente viu,isso é pra você aprender  nunca mais atacar ninguém.

Moral da história. Cuidado quando se sentir valente o castigo vem do alto sem você esperar.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

OPEQUENO MENINO E O TOURO VALEMTE.

Noite fria  véspera de natal, estávamos sentados a beira da lareira enquanto o gelo fino caia lá fora deixando o gramado branquinho,  estávamos reunidos no calor do fogo e das histórias do passado.

Senhor Rocha contava que quando ainda menino  de uns sete aninhos, ele já trabalhava muito para ajudar seus pais e mais quatro irmãos, eram muito pobres, tempos difíceis para quem vivia no campo. Ele sendo pequenino trabalhava em um serviço ao olhos de muitos perigoso, e aos olhos inocente de criança era normal, porque animais e anjos se entendem, todos sabemos disto.

E desde madrugadinha o menino rocha tocava um touro chamado preto em volta do poço, que através da nora retirava –se a água para regar as plantações,nora é uma corrente com pequenos baldes, um após o outro,a retirar continuamente água do poço. Enquanto o touro rodava a engrenagem da nora, ele ia atrás coordenando,  conversando e as vezes cantando alguma canção, era o único amigo que ele tinha dia após dia, ele era um menino muito solitário, morava com sua patroa uma senhora de cinqüenta anos e sua mãezinha de oitenta e poucos anos, o menino trabalhava tanto, andando atrás do touro quilômetros  desde muito cedo até a noitinha,ia pra casa de  seus pais nos fins de semana ,e quando já era noitinha ele punha o touro no pasto e ia pra casa das senhoras que lhes dava algo pra comer, um banho quente de bacia e uma cama feita de palha.

Estando ele já na sua caminha, observava a sua `patroa chamada Vitorina a cochilar a beira da lareira antiga, ela cochilando caia batia a cabeça na pedra da lareira e voltava a cochilar, sua mãe a  chamava ela pra ir para cama, e ela respondia  que queria ficar ali só mais um pouquinho no quentinho das labaredas. Rocha o menino ficava com muita pena de Vitorina, sabia que estava muito cansada de lavrar as terras, era sozinha para fazer serviços de homem. Ele adormecia logo porque sabia que antes de amanhecer, quando o galo cantasse ele já estaria levantando e saindo para pegar o touro no pasto, para mais um dia de longa caminhada, este touro pra ajudar, ainda era muito bravo e só o menino Rocha e sua patroinha lidava com ele. Este touro foi ficando cada dia mais bravo  que o povo passou a ter muito medo do  grandalhão.

Depois de inúmeras reclamações, a dona Viturina resolveu vender o touro numa feira de uma aldeia perto dali alguns quilômetros .Saíram pela manhã o pequeno menino na frente o touro o seguia e Vitorina atrás, caminharam varias horas até  a feira,  na parte da tarde foi vendido o preto como o menino o chamava, e lá se foi o menininho Rocha de pés no descalço levando o touro pra outra fazenda, chegaram já ao cair da noite, o novo dono ordenou que o fechasse no curral, assim o menino e sua patroa o fizeram, e se foram o touro ficou urrando e o menino foi se afastando e  chorando  sumindo na curva da estrada, foi embora sem olhar para trás, para não ver o preto ficando sozinho na solidão e na escuridão.

Os negócios naquele tempo era feito na fiança, tinha alguns dias para se arrepender e  voltar atrás,  quando deu três dias  o comprador foi pedir por favor para irem buscar o  touro  que estava enlouquecido no  curral, ninguém chegava perto dele urrava e corria de um lado para outro, não comendo e bêbedo por três dias, estavam com medo dele escapar e acontecer algo de ruim a alguém.

A patroa foi buscar o menino que estava no trabalho e dirigiram para o local ao encontro do touro, o menino não via a hora de encontrar o seu melhor amigo.

Quando na curva da estrada ainda longe o pequeno menino chamava pelo touro preto, ele se aquietou e ficou estagnando com a cabeça ao alto a ouvir e respondia com um urro forte, quando viu o menino o touro parecia querer falar com o pequeno que lhe dava muito carinho,  em lagrimas de alegria  prometia leva-lo para casa, todos correram subir em um lugar alto, enquanto aquele pequenino menino soltava o  gigante, e falando  o encaminhava para a estrada e touro como um cãozinho o acompanhava, o pequeno seguia  cantando uma canção que costumava cantar quando trabalhava e assim voltaram  a vida de antes por muito tempo.

Até que um dia, o preto teve que ser vendido para o matadouro e o menino, não quis ver o seu amigão preto ir embora, e até hoje aos seus sessenta ele recorda com o mesmo carinho e saudades  do amigo, das longas noites que passou a chorar baixinho de saudades do amigo gigante, que por ser indomável e não controlar sua imensa força teve que morrer, nada detia aquela criatura, somente aquela  vozinha de criança o encantava,  lhe quebrava as forças brutas e o punha a caminhar mansamente, o menino e o touro se entendiam na linguagem da inocência, na linguagem do amor, aquele amor que move o mundo, amor pelos animais, respeito pela natureza, o amor inocente de anjo, que  toda a força e toda fúria se aquebranta na sua linguagem  da inocência.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A PORTA DO AMOR

Saindo do mercado em Madri, estava uma mãe e seu filhinho de uns seis aninhos, encontramos eles na porta  na calçada da entrada.

O menino olhando com alegria de sua idade para o rosto da mãe disse.- Vamos cantar uma canção? Ela perguntou qual? Ele em seguida começa a cantar com uma voz linda uma canção infantil, ela sorri e canta junto com entusiasmo, que chamou atenção de muitas pessoas que por ali estavam, e se foram rua a cima cantando e dançando, eu e meu filho que íamos fazer compras paramos e ficamos olhando, podia ver nos lábios de cada pessoa um sorriso carinho pela aquele ato de amor e coragem daquela linda mãezinha. Ela gesticulava e dançava com ele de um lado para outro andando e segurando  a sua pequenina mãozinha, na outra mão ela segurava uma sacola com pequenas compras fazia parte do momento e da dança, pareciam estar sozinhos em um vasto campo florido.

Tenho certeza que todos nós que apreciávamos a cena, achávamos o mesmo, que era algo inédito e lindo de se ver,ali estava expresso o amor, união, de mãe e filho que falam a mesma linguagem a do coração, que deixa a alegria sair e contagiar os mortos vivos que caminham sem rumo a anos, estavam no mundo somente deles, nem deram conta de ninguém a observar, estavam tão livres soltos nas entrelinhas daquela linda canção.

Era um momento raro, pra nós, mais todos que viam tenho certeza que tiveram uma pontinha de inveja, daquela mãe naquele lindo momento, Estávamos ali vendo alguém ter a coragem  de romper barreiras do tempo, dos costumes e outros mais, dos tabus impostos pela boa educação, que restringi ao homem a limites mínimos de expressão, para ser feliz de verdade cantando alto em bom tom na rua central de uma grande cidade, sendo apenas feliz no planeta da paz onde se entra pela porta do amor.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

AS BORBOLETAS AZUIS

Um dia quando eu ainda era menina, estava em férias na casa de meus avós na fazenda.Eu gostava de levantar cedo para aproveitar bem o dia,levantava junto com a vovó para sentir o amanhecer no campo, no pomar em meio as arvores altas das laranjeiras antigas poder ouvir o canto dos pássaros, o cheiro das flores, a fumacinha saindo no balde de água puxado do poço.

As abelhas nas flores do mamoeiro carregado,de mamões ali perto do poço , uns madurinhos e outros verdes, as sabias comendo um deles num buraquinho feito por elas, o cavalo conversando em sua linguagem com meu avô querendo comer milho no paiol as galinhas disputando as espigas com eles no cocho, para mim tudo era magico, a felicidade morava ali e eu podia toca-la.

Anoite tinha sido longa demais, como toda criança com  medo de trovões, tinha caído uma grande tempestade com granizo e tudo, a ventania nos assustava com suas rajadas violentas, a natureza estava furiosa. E pela manhã o sol brilhava como ouro saindo de trás do morro, e no meio ao gramado dos pastos ainda havia muitas pedrinhas de gelo,que demoraram pra derreter.

Logo depois do café da manhã o meu avô me convidou para ir até o serrado com ele buscar uns cipós para fazer medicamentos, serrado é o nome que ele dava a mata fechada, serrada em grandes arvores de madeira de lei. Meu avô era meio médico naturalista da região, profundo conhecedor do livro grosso do Dr. Almeida Prado. Ele também preparava umas gotinhas de essência de plantas  em água potável que chamava de doses, estas ele mandava vir da capital de São Paulo, que curava todas enfermidades, de quem o procurava, e nunca cobrava nada.

Fomos para a grande mata nativa pelos caminhos arenosos da roça, cheio de poças d'água, ele me contava a idade de cada árvore centenária que havia ali desde o tempo dos escravos, falava sobre as madeira de lei o seu cheiro, o para que serviam coisas de avô,ao chegar amaramos o cavalo na beira do caminho, e entramos mata a dentro, era ensurdecedor o gorjear de tantos pássaros juntos, espécie e cores diferentes voando no frescor da mata, era tudo um encanto, o cheiro da mata as flores em cachos nos cipós sobrepondo as arvores, em certos lugares faziam portais, como conto de fadas eu passava por eles ,em outros lugares parecia renda colorindo as ramagens das majestosas arvores os colibris trinavam em todo lugar num bailado de alegria, ficamos ali contemplando aquela grande festa, sentindo o imenso perfume da terra molhada , flores e ozônio das arvores. As orquídeas bem no alto em flores,fomos andando bem devagar em cada lugar um trinar de novo pássaro.

As folhagens balançavam calmamente ao canto do vento calmo,molhando nos com gotas de orvalho geladinho, que acariciavam nosso rosto, e eu observava um sorriso no rostinho querido do meu avô,que ficava tempo a olhar para o alto,com ternura tocava as  arvores, parecia toca-las com o coração, com a mão espalmada em seus trocos parado admirava sua majestade em silencio´.

Chegamos num lugar no coração da mata, como ele chamava, ali as folhagem e ramas fechavam só havia uma clareira que dava para ver o azul do céu. Ele me disse .-É aqui que falo com Deus, venho aqui sempre para orar e olha aquela janela la encima, mostrando para a clareira que mostrava o céu, eu acredito que o Senhor me espera pra conversar na janela do céu.

Vovô pegou em minhas mãos e disse vamos falar com Ele e pode ter certeza que esta nos vendo,eu sorri e meu avô tirou seu surrado chapeuzinho de palha  da cabeça, jogou no chão, ficamos em silencio falando com Deus em espirito, eu só sabia agradecer por tudo, por ele ter feito aquele lugar, aquilo que via e por ter  aquele avô com alma de anjo, e ter me colocado ali.

Ficamos ali um tempo falando com Deus, parecia que nunca mais queria sair daquele estase, era mágico e sagrado. Quando terminamos a oração beijei as mãos cansada e queimada do sol do meu querido avô, entre as grandes raízes das arvores meu avô removeu as folhas secas e me mostrou, o chão estava branquinho de quilos de pedrinhas de gelo,ele disse.- Olha que Deus reserva para sua natureza se refrescar, molhando as raízes com água fresca por muito tempo, eu na minha meninice via Deus um grande magico.De repente uma grande borboleta azul turquesa cruzou nossa frente eu achei encantadora  e o meu avô disse.-São lindas eu as chamo de anjos, elas sempre apreciam minhas orações, e logo outras apareceram voando lentamente no seu azul cintilante, eu disse.- Olha outras e meu avô disse .-Chiou fale baixinho, para não quebrar a pureza deste santuário

Aqui começa o céu, sentamos e ficamos ali mais um tempo apreciando o vibrar da harmoniosa natureza como Deus a fez, sem ninguém tocar, foi um momento único inesquecível.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Tourada em Madri.

A muitos anos atrás, quando eu era ainda menina, guardava comigo uma foto de um toureiro na arena dibrando as investidas de um touro, e dizia ao meu avô que um dia iria ver uma tourada, ele não me levava muito a sério, e eu nem sabia oque estava falando, nem onde isso acontecia, ouvia dizer algo assim pois, tendo linhagem na família de europeus se ouvia de tudo.

Os anos passaram e a foto se perdera no tempo, nunca mais me lembrei  dela, mais sempre admirava os toureiros das historias. Um dia destes me vi sentada em meio a um jardim com nome de princesa em Madri,onde ia caminha alguns dias da semana para me exercitar um pouco no frio.Sentada ali embaixo de uma florida arvore, num sol frio de começo de outono, olhava as criancinhas brincarem nos brinquedos de madeira onde os pais e avós cuidadosamente os olhava.

Qual não foi meu espanto quando sentou -se ao meu lado no banco, um homem meio jovem, depois de alguns minutos comentou sobre a tarde bonita, as crianças cheia de vida a correr, eu só concordei com ele,em seguida me disse.-Desculpa mais você não gostaria de ir a uma tourada comigo, aqui na praça de touros?,onde estávamos bem perto.Eu fiquei sem jeito,pois não o conhecia e não sabia oque responder, fui surpreendida com o convite, olhando em seu rosto os olhos verdes e bondosos, respondi que não, que tinha visitas em casa e teria que voltar em breve, ele sorriu e disse, percebendo meu embaraço.-Não  fique preocupada, gostaria muito que viesse comigo, mesmo, tirando do bolso duas entradas disse, aqui estão as entradas que ganhei de um amigo muito querido que trabalha na Plaza dl.. Touro e eu não gostaria de ir sozinho, e não tenho com quem ir,sorrindo completou prometo que te levo pra casa sã e salva.

Eu pensei um pouco e disse comigo mesmo, estou com medo de que?, por ser ele estranho? ou por estar em um pais estranho? E respondi  vamos então. Ele todo cavalheiro me cortejou a nossa saída e fomos conversando muito, ele falava de todas coisas bonitas de Madri, que havia nascido e vivido sempre ali que no momento vivia em Sevilha, e que estava de visita  aos amigos.Num momento pediu para que deixa tirar uma foto na entrada, foi quando dei  conta que naquele dia eu tinha levado a maquina fotográfica, para fotografar algum inesperado flagrante da vida, pois não era de costume..

Ele disse vamos entrar rapidinho que já esta na hora de começar, hoje é um dia especial o presidente da associação de touradas de Espanha esta presente com sua esposa e comitiva.

Chegamos  em nosso lugar, sentamos no centro das arquibancadas perto da saída da escadaria, um imenso publico hilariante,lotava o recinto, muitos gritos afoitos, eu disse ao rapaz  ,ainda não fomos apresentados,como se chama? Angeles disse ele, e você ? eu respondi Margarida, ele a sim, margarita, muito prazer.

A tourada começara , um touro enorme adentra a arena correndo enfurecido e amedrontado, corria de um lado para o ouro, parecia estar com medo do publico que gritavam em fúria, era para mim assustador. De repente o touro se joga em cima do publico lá em baixo, mais em nossa direção, eu fiquei muito assustada, apesar de estar longe, Angeles me explicava cada momento da tourada o porque de tudo. Foi uma tarde sangrenta, um toureiro se feriu seriamente,e doze touros foram mortos em publico.

Eu fiquei impactada com tanto sofrimento daqueles animais, foi cenas que nunca esperava ver, em meio aquele mar de gente que gritava olé, a cada espada enfiada no dorso do animal e sangue jorrando pelo corpo todo, ate uma espada acertar o pulmão e o pobrezinho jorrar todo seu sangue pelas ventas, nisto o toureiro desce do seu cavalo e toca a cabeça do touro com a mão,e fala com ele  até ele desistir da vida , ai sai com pose de herói entre rosas vermelhas e chapéus, e o povo delira com gritos de olé e abanam lenços brancos numa sincronia branca,sem falar que comem sementes de gira-sol o tempo todo, parecendo papagaios.

Fiquei sabendo tudo sobre tourada,de touros e toureiros e fiquei muito triste de tudo que vi, Angeles também não parecia feliz .Saímos e fora, ali tem um monumento de um toureiro famoso que morrera na arena, ha algum tempo, onde uma  placa em bronze  diz- Quando morre um toureiro nasce um anjo. Fiquei por um instante a olhar  e disse a meu amigo  que não concordava com aquelas frase, que seria o contrario quando morre um touro, nasce um covarde, ele rindo concordou comigo.

Fomos para casa conversando, ele entrou em um jardim e me deu uma flor, e disse obrigada por passar estar horas comigo, posso dizer que foi um dos melhores momento  que já tive, eu fiquei encantada com sei jeitinho bondoso e simples de  cavalheiro.Depois um inseto  entra no meu  olho,ele preocupado com um lenço branco,que nem se atreveu a tirar do bolso na hora do olé, retirou -o com jeitinho e disse pronto sarou e rimos muito de muitas coisas que falava, parecíamos crianças nas ruas madrilena.Chegamos em frente minha casa ele disse –Moro ali subindo a sua rua, vamos nos ver amanhã, novamente virei aqui a tarde  eu não tenho telefone,  mais virei, eu concorde,ele foi abanando a mão em sinal de adeus, e  nunca mais nos vimos.Ficaram as lembranças,  as fotos e vídeos que fiz, acho que foi um daqueles anjos que ficam encarregados de fazer cumprir estes sonhos de crianças que jogamos com pureza para o universo.E mais uma grande experiência em minha vida, que não quero repetir.

Quando eu jogar um sonho para o universo vou cuidar para que seja muito bom, porque os anjos existem .

sábado, 12 de novembro de 2011

ANJOS ESTÃO EM TODO LUGAR.

A uns quatro anos atrás fui-a um casamento em uma cidade no sul do Brasil, foi numa catedral em uma das cidade nas serras gaúcha.

Á tempos eu havia estado ali, e oque havia me chamado atenção na época, foi um menino de rua que pedia esmolas por ali.Perambulava pela ruas e jardins próximos aquela matriz,eu estava hospedada ali bem perto.

Este menino pedia sempre nos restaurantes,  pipocas ao pipoqueiro da porta da igreja, tinha seus onze anos com cabelos ensebados em pé, roupas farrapadas, sujo de unhas encardidas e lindos olhos azuis, corria a brincar e rir com seus amigos mais velhos que com ele, estava sempre por ali.

Neste casamento, a igreja estava toda enfeitada em rosas perfumadas, tapete vermelho, enfeites requintado, um cantor famoso com voz de ópera cantava as musicas líricas, o casal apaixonado no altar,a igreja cheia, um coroinha entre outros ajudando o padre na cerimônia,  pareciam anjos com túnicas marfim. Mais aquele um chorava o tempo todo, que chegava a emocionar ainda mais os convidados.

Depois do casamento, todos cumprimentamos a noiva na porta  enquanto a multidão estava ainda em fila eu voltei pra dentro da igreja para matar minha curiosidade, fui até o menino que chorara a cerimônia toda e quis saber dele porque de suas emoções, ele estava a guardar os acessórios do altar, de costa, eu o chamei, ele me olhou com um rostinho angelical, seus cabelos eram loiros acetinados, uma pele de pêssego,e lindos olhos grandes e azuis. Na hora fiquei imóvel tentando saber porque aquele rostinho me era familiar, e lhe perguntei porque tantas lagrimas ao som das musicas líricas.

Ele me respondeu –Quando ouço estas musicas líricas misturado ao perfume das rosas, pareço não estar aqui, tenho a sensação de estar no céu, sempre acho que os anjos vivem em lugar assim.Sentando –se na escadaria me convidou pra assentar me com ele e continuou- Eu fui  abandonado na estação de trem aos seis anos mais ou menos, meus pais foram embora enquanto eu dormia, e os meninos de rua me adotaram , fui crescendo roubando comida pedindo, até meus amiguinhos de rua me obrigarem a pedir na porta desta igreja, por eu ser o menorzinho as pessoas penalizavam de mim, e quando perguntavam onde eu morava, eu dizia com meus pais doente longe daqui, era assim que me ensinaram a dizer.

Enquanto esperava a saída das missas eu comecei a ouvir o padre, contando umas histórias ao povo, sobre um homem que fez o mundo, que seu filho tinha sofrido muito pelos pobres como eu e mataram ele numa cruz, mais que ele viveu de novo e foi para o céu. Contava historia dessa gente que mora no céu sabe? E eu fiz deste Jesus, este é o nome dele, fiz dele meu herói, meu amigo, meu ídolo. E contava aos meus amigos tudo que eu ouvia aqui, que era maravilhoso saber, mais eles me batiam , porque não levava dinheiro pra eles, dizendo que eu estava aqui para pedir e não pra aprender histórias.

E sempre que eu ficava na porta a pedir depois de ouvir, esperava todos saírem e vinha aqui falar um pouquinho escondido com meu amigo Jesus , para agradecer, pra falar um pouquinho de mim pra ele, ele tinha que me conhecer também, eu sempre chorava de dó dele, mais eu não podia fazer nada, por ser tão pequeno ai eu só falava muitas vezes que eu o amava muito,que quando eu crescesse ele podia contar comigo.

Eu sabia que ele tinha morrido também pelos meus amiguinhos que eram tão pobres, nem pais tínhamos. Até  que um dia,um coroinha veio até mim, e eu corri para fora, eu estava sujo mal trapilho e achei que ele me enxotaria da igreja, mas ele disse pra eu esperar, e foi até mim, dizendo.

-Quer ser coroinha como eu, o padre esta precisando de mais um,para ajuda-lo, eu disse-Não, você deve ser um anjo destes que moram no céu que o padre diz,tão limpinho e perfumado, eu não sou nada, não tenho casa nem pais,  nada mesmo , eu peço esmolas, não posso.Ele disse mais Jesus é dono desta casa e pode mudar a sua vida,vem aqui é a casa dele e ele te chama, através de mim, vem vamos falar com o padre, meu coração saia pela boca,eu chorei de emoção,e disse

– Chama ele aqui, vou perguntar a Jesus se ele me aceita,enquanto ele correu pra chamar o padre eu corri para os pés do meu amigo, quando eles chegaram eu estava beijando os pés de Jesus em lagrimas. Hoje tenho uma casa uma família do povo de Deus, e vivo aqui na casa do meu amigo, que hoje sabe tudo de mim.´

EU fiquei ali sem palavras,olhando seus olhos azuis,quando pude disse- É essa gente que mora no céu é mesmo boa né, e que bom que você foi chamado pelo seu amigo, pra morar na casa dele, ele é o teu melhor amigo mesmo, e aqui eu também sinto anjos em todo lugar, incluindo você, e o abracei pra esconder minhas lagrimas achando que poderia.

sábado, 5 de novembro de 2011

DEUS E A CHUVA

Num dia de chuva eu observava rua e o movimento, pela vidraça de minha janela. A chuva caia com pesados pingos, as pessoas corriam, muitos para abrigar-se, enquanto que outros caminhavam em passos largos de capa e guarda-chuva e alguns jovens caminhavam sem se preocuparem em se molhar, sentindo a água correr pelo rosto molhando o corpo todo,continuavam conversando e sorrindo despreocupados.

Num dado momento pararam e ergueram o rosto para o céu,  ficaram a sentir a chuva com uma expressão de felicidade, de prazer, eu fiquei pensando, que eles estavam recebendo benção do céus, seus rotos expressava felicidade,  livres com muita alegria,  podendo compartilhar do maravilhoso milagre da natureza.

Milagre da natureza sim, que cuidadosamente gota a gota vai caindo e lavando, a poeira, a poluição dos ares, lavando os jardins as ruas, as fachadas, molhando a terra e lavando a cidade toda, fazendo tudo novo, renovando e fertilizando os campos e jardins.

Conclui que aquela sena era parecido com a vida das pessoas, muitas estão tão preocupada a se defender, se proteger de tudo e de todos, que não param para sentir a vida sentir o que Deus lhes proporcionam diariamente.

Vivem achando que se não fizerem,  ninguém faz por eles e não vêem que a vida é muito mais que correr atrás do relógio e obrigações. Estes que corriam para não se molharem desesperados, muito preocupados, para perceber que aquele era um momento que Deus estava tão presente, participando de suas vidas.

Outras  estavam na chuva mais agasalhados com capas plásticas  e guarda chuvas , alguns ate tinha nos pés galochas.Estes são semelhantes aqueles que nem percebem que Deus esta presente em tudo, nem se quer se lembram dele, ou até nem sabem dele, achando mesmo que a chuva incomoda, sua corrida do dia a dia.

E aqueles jovens que sentiam a chuva molhando seus corpos, são semelhando os que estão vivendo, na dependência de Deus, percebendo que tudo vale a pena,`porque Deus esta no controle de tudo, que a tranqüilidade, é uma dadiva dando espaço para sentir e compartilhar os momentos únicos com a vida, que os acontecimentos diário na natureza são espetáculos que a vida da, para quem compartilha da paz que ela emana, e olha a vida com os olhos de Deus.

 

 

 

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

CAMINHANDO NO TEMPO

Hoje resolvi que não quero mais ajudar ninguém carregar suas bagagens, até porque, carregar as bagagens trazem sabedorias, e aprendizado.Então cada um que carregue a sua.Isto eu aprendi ao longo da vida.

Então pra que somar problemas, tenho hoje que aprender com os meus.Não quero mais bagagem de ninguém em minhas costas, posso até ensinar como carrega-las, pelo pouco que aprendi, eu mesma só levo uma mochila onde guardo minha sabedoria, que juntei cuidadosamente pela vida, é oque levo pela estrada do  mundo comigo, e só.

Isso porque sei que a mochila pesa pouco e não atrapalha o crescimento de minhas asas, as quais quero grandes e plumadas, quando eu tiver que partir, vou  voar num único voou rumo ao céu para a eternidade, livre e feliz.Neste dia estarei com o coração em festa ,com um sorriso largo que diz missão cumprida. E vou descansar embaixo das asas do meu senhor,o meu Deus.

Antes cearei na mesa com Jesus,meu mestre, que me preparou,com seu amor por mim de Pai,estarei na companhia de muitos anjos.Sei que a vida me observa, tenho que dar um bom espetáculo pra ela,assim como faz o céu todos os dias, em todas as horas, em todos os momentos na sua eternidade nas mãos de Deus, o senhor do universo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

AS MONTANHAS ALTAS.

As montanhas altas tem seus picos que apontam para o céu, e que recebem a visita das nuvens.

São assim para ficar mais perto de Deus e pedir a ele bem baixinho as bênçãos para as colinas .

As mãos de Deus derramam sua fonte de vida, fazendo uma nascente em seu cume, que desliza numa cachoeira prateada.

Fazendo a brisa em cores de arco íris, montanha abaixo. Fazendo rios que cortam as campinas.

Que a prata de suas águas, refletem ao clarão da lua. E ao ouro do sol do meio dia.

Fazendo a magia, da vida fluir como um poema, escrito pela natureza, na sua majestade e pureza .

expondo suas grandeza no seu frescor, e o vento sopra com o hálito de Deus .

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O COLO DE DEUS . minha oração.

Hoje senhor eu amanheci mais apaixonada pelo senhor, quero ficar este dia no seu colo de Pai e beijar o seu rosto, e suas mãos santas e dizer o quanto ti amo, quantas vezes o meu coração pedir e sei que quanto mais eu dizer ele vai pedir. Quero ouvir a sua voz mansa, humilde e bondosa, aquilo que o senhor espera de mim.

Quero sentir o calor do teu aconchego me abraçando forte, me mimando e dizendo que me ama muito. Hoje quero me sentir filha de verdade,como criança que nasce cem por cento anjos,e cabe aos pais a encina-las a serem humanas, humana sim mais divina, que sente emergir de dentro do corpo físico o esplendor do espirito que é de voz e é imaculado, parte nossa que nunca é atingida pelas impurezas, vive dentro do físico mais isolado, lá  onde sou templo, onde é pura luz, veredas onde só o senhor pode andar.

Senhor que doce chama-lo de senhor meu Pai, é a fonte desta alegria que sinto agora e essa sensação saborosa inexplicável de estar vendo e sentindo o seu sorrir para a natureza, qual faço parte, e ela sorrindo para o senhor, numa sintonia única onde há alegria, pureza, paz,luz e harmonia. Sinto seu cheiro e sei agora porque amo as flores, tudo que criaste, porque tem o seu cheiro, seu perfume único,, quando caminho nas matas sinto o cheiro das árvores, do solo úmido, das flores nos cipós, quando caminho no leito dos rios, sinto o ozônio de suas nascentes, do fluxo de suas águas puras cristalinas, no mar o cheiro da maresia, só posso sentir porque o senhor esta ali. Sei que se fosse até as nuvens sentiria delas o seu cheiro, e se fosse mais longe no infinito azul entre as estrelas e os astros,também la sentiria o seu perfume distinto, onde ha perfume cheiro agradável ali esta sua presença,também.

Hoje paizinho quero o senhor só pra mim, quero dormir e acordar com seu canto, na sua linguagem única, no seu embalar, quero ficar envolvida em sua paz no seu hálito de amor, dos seus lábios que cantam as mais lindas canções, sorrindo para mim esperando que adormeça, vendo que de luz resplandeço no espelho dos seus olhos. Ao acordar possa sua face tocar e sentir o quentinho do seu colo de Pai, e num sorriso dizer baixinho…Vá caminha eu vou contigo segurando em sua mão pequenina de filha, não temas a nada, quando houver os espinhos do caminho te levanto no colo e piso-os com minhas sandálias,para que não te firas, quando as pedras forem grandes e cortantes, eu flutuarei contigo , quando chegar nas montanhas eu direi afaste e elas obedecerão,abrindo o caminho, em qualquer tormenta te cobrirei com meu manto sagrado, quando vier o deserto farei um oásis, antes de se cansares,com sombras e águas puras para que te refresques, e um tapete de areias frias para acariciar seus pés pequeninos de filha. E quando estiverdes na espreita dos inimigos por causa do meu nome, só você saberá da minha presença, e porás os seus pés pequeninos de filha, fazendo rastro, dentro dos rastros dos meus pés.

Eu estou contigo desde todo sempre, foi eu que te chamei pra vida , pelo nome antes de sua mãe saber, então se chorares que seja por amor de mim, se não for voltaras para o meu colo e limparei os resíduos da vida, de sua vida, e te farei nova a cada lagrima,ti lapidarei como um diamante nas mãos do joalheiro, farei nascer um novo eu em ti. E ti dou cada manhã para que renasças com cada amanhecer, você não sabe mais sou eterno, porque renasço a cada novo dia. nunca temas eu estou contigo. Obrigada Senhor por me ditares estas palavras.

De Margarida Phires.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A MISSÃO DAS MÃOS.

Eu estava numa concentração, onde havia muitos  aplausos ao palestrante, e eu analisava as pessoas falarem umas com as outras e como se expressavam com as mãos,  como manifestavam alegrias com as palmas fortes. Percebi então a importância de nossas mãos, elas manifestam todos nossos sentimentos um simples gesto, ela diz tudo que vem de dentro sem palavras.

As mãos são irmãs que não se separam e são diferentes, e unidas em suas ações em uma missão, mais com sentimentos diferentes, uma é razão e outra emoção, uma é negativa e outra positiva, em suas energias.Uma acaricia e a outra abraça, e não fazem nada uma sem a outra se fizer, a dificuldade é grande, uma depende da outra para fazer a perfeição. Que faz a esquerda sem a direita? e a direita sem a esquerda? tudo imperfeito, embora as duas pouco se toquem, só naqueles momentos que não sabem oque fazerem, ficam perdidas e se agarram, se abraçam se juntam de uma forma a se protegerem.Quase não se acariciam,mais são fiéis uma a outra onde uma esta a outra esta ali, ajudando dando força,sem se cansar primeiro que a outra.

Elas são como o negativo e o positivo que acende a luz, energia coordenada e outra  mais neutra que se equilibram entre si, sem se humilharem,são como a lua e o sol, o sol traz a luz da vida ao planeta e a lua  a luz pálida dando frescor a noite, soprando o sereno, que suaviza a escuridão, que só de vez enquanto se encontram.Sempre estão juntos no firmamento todos os dias e todo as as noites, fazendo seu papel de ser luz para a terra, a lua não brilha sem o sol,e o sol não  tem a, mesma graça sem a lua,  não se tocam mais se encontram no olhar de luz.

As mãos são as irmãs que acalentam a vida, estão juntas no abraço, no aplauso, no confortar, no acalentar, no consolar da dor, curando as machucaduras, gesticulam juntas as palavras se unem na oração, na canção, no gesto de perdão, no colher e dar uma flor, nos gestos de amor.Se entrelaçam apertadas nas horas de decisões, se abanam com a tristeza de uma despedida, na hora do adeus.

As mãos levam ao aprendizado, faz parte da construção da vida, nascem juntas, vivem juntas, para o mesmos fins.e se entre abraçam no sono eterno, para não mais se largarem,com a tranqüilidade de missão cumprida. Missão esta,  que por muitas vezes ficaram feridas,magoadas, cheias de calos,  de defeitos, e de rugas no longo da labuta da vida, sinal de quem fez bem sua missão.

  Do outro lado oque elas levam para apresentar a Deus só Ele pode ver.A linda e imprescindível missão das mãos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

AS PAPOLAS VERMELHAS

Naqueles dias de aflição em que meu filho tomava quimioterapia por um câncer, que nos desequilibrou nas nossas emoções, eu estava em migalhas, noites sem dormir só esperava um milagre,eram momentos de lagrimas e outros de desespero sem nunca perder a esperança, um dia ele resolveu que deveríamos dar um passeio, então fomos para uma cidade pequena bem perto de Madri, onde morávamos. Entrando naquela cidade paramos numa rua que ao lado direito, havia  um campo vasto e vermelho em  papolas , por um instante fiquei numa paz a contemplar aquela beleza ali na minha frente.

As papolinhas silvestres parecia um campo coberto por um cetim vermelho, eu e meu filho ficamos comentando quanto Deus se faz presente na natureza, basta prestar atenção no seu encanto,e que os campos europeus na primavera são sempre cobertos de grandes variedades de flores e plantas lindas, que a centenas de anos foram plantadas  nos jardins das casas e as sementes foi se espalhando por toda a terra planícies, montes, enfeitando cada cantinho dos campos da Europa, ele disse que Deus se preocupou em enfeitar aquela terra árida, pedregosa em algum lugar, vulcânica em outros, neste mundo grade de feito pelas suas mãos e toda planta e florestas vem vindo das mãos dos homens.

Foi um momento de paz e de oração admirando  aquela visão magica na presença do criador, naquele momento  tínhamos toda atenção voltada para aquela beleza, o vento calmo fazia a dança daquelas flores ali, nos interagimos com a perfeição da natureza, que na sua simplicidade faz uma unção com Deus.

Hoje estivemos novamente la nesta mesma época. E la estava  as papolinhas nativas vermelhas, eram outras. Olhai os lírios do campo, disse Jesus. E nós éramos também outros renovados, meu filho inteiramente curado e saudável.

voltamos para rever a beleza das papolas vermelhas,do campo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A FORÇA DO CAVALO.

Estava minha sobrinha dentro de um metro na Itália, passando por por momentos difíceis, num novo pais, sentindo sozinha, distancia do amor, dificuldades normais de quem muda para um mundo diferente, longe de seus costumes de sua gente. Neste dia conta ela que fora um dos mais triste, que já havia passado numa igreja e falado muito com Deus,e ali dentro do metro ela esperava por uma resposta angustiada, das muitas perguntas que fizera ao céus.

Ela sabia que só Deus poderia abrir as portas que ela precisava entrar,conversava com seus pensamentos, por momentos lagrimas brotavam de seus lindos olhos verdinhos. Qual não foi sua surpresa quando a olhar para uma revista que alguém sentada de frente lia, na pagina virada havia uma propaganda que lhe chamou atenção , era a figura de um cavalo correndo em um campo verde, ela por um instante entrou em um devaneio,vendo a liberdade daquele cavalo flutuando ao vento,em passos largos, parecia feliz, livre, descontraído, na sua liberdade de poder ser apenas ele e a vida. Então ela disse ao seu coração com a força de suas emoções, sei que sou como aquele cavalo, forte e livre é assim que Deus me quer, é assim que sou.

Imediatamente ela percebe que voando, acompanhando a cavalgada do cavalo havia uma pomba branquinha, ela ficou emocionada e falou com Deus em seu pensamento.-Obrigada meu pai celestial, sei que pra muita gente esta gravura passou sem ser vista, pra outros era apenas mais uma propaganda, mais para mim o senhor, a escolheu para falar comigo,quando olhei pra este cavalo me senti forte outra vez, me senti aliviada e feliz, só pode ser o senhor, posso dizer que me sinto forte e livre como ele na cavalgada do futuro e que a pomba é a sua presença em minha vida e estar embaixo de suas asas, da sua proteção, Pois eu não acredito em coincidência, mais sim que tudo tem o porque, Obrigada por me ouvir e por me responder dentro do meus sentimentos mais nobres.Obrigada Senhor.

O interessante que dia após dia seus sonhos foram se realizando. Deus usa muitas formas para falar conosco.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O TEMPO EO ENCANTO

Numa tarde fresca de verão, estava eu sentada em um banco de madeira em baixo de uma sobra fresca de uma frondosa árvore, em minha companhia uma senhorinha de 82 anos a qual me contava sobre suas viagens pelo mundo.

Dona Angelita é o seu nome, seus olhinhos brilhavam entre as pálpebras caídas e cansadas no seu rostinho envelhecido pelos anos, mais cheios de luz, cheio de vida, resplandecendo uma inigualável alegria em seu sorriso,  em dizer as palavras que me inteiravam de uma linda viagem,  a uma ilha quase que encantada chamada Bucano, lá  onde ela esteve em sua ultima viagem.

Ela conta que chegou na ilha  de barco e que era lindo ver aquele povoado em meio as águas  coloridas e tão alegres,  com o brilho do sol e que Burano tem pra ela um sabor de mar. Ao se aproximar la estavam centenas de barcos amarrados ao longo dos canais que cruzam a ilha, ela ficou maravilhada com os florais nas lindas janelas desenhadas entalhadas a mão.

Dona Angelita disse  que la usa -se pintar as casas em cores fortes, uma bem diferente da outra, e que são em cores de preferencia primarias, que nas ruas ela encontrou muitos jovens indo para o colégio, todos bonitos loiros com pele de pêssego e pele queimada.Conta que em Burano é um mundo diferente, um retalho de um mosaico sagrado pelo tempo, ela viu por la muitos pintores eternizando aquela beleza, numa janela  do tempo descrito pela sua mente visual. Os fotógrafos andam buscando minucias de cada paisagem, para levar para o mundo conhecer, os poetas escrevem poesias sentados nas sacadas floridas das casas, na junção das mesmas unifamiliares é um prazer para os olhos, as a beleza dos gerânios, roseiras, e muitas outras flores adornando os antigos terraços e sacadas, que parece parte  de uma pintura feita pelo amor de cada mão, retalho do paraíso escondido no mar.Também ficou encantada com com as portas altas e seus detalhes em forma rustica e bela, também estavam erroladilhos de ferro em formas distintas,  embelezando ainda mais tudo ali.

Ao longe pode avistar antenas de tv junto a chaminés torneadas no topo das casas, fazendo uns desenhos antigos quase barrocos do lugar, Dona Angelita conta que as janelas tem namoradeiras, onde as moças sentavam a tarde para ver os rapazes passarem, estas são decoradas, cuidadosamente, ha sacadas com figuras  estranhas e carrancas, e nas ruas muitos vasos adornando todos lugares, Ela caminhando por uma calçada topou com um flagrante amoroso, como uma sena de filme, numa tarde de paz tranqüilidade  e o amor reinava naquele lugar. Dois jovens se beijando longamente, ele tinha uma mão na bicicleta e a outra mantinha sua amada junto ao seu corpo, em cima um arco de flores lilás que em penca,testemunhavam aquele momento único, estavam enfrente uma casa azul, ao se despedirem ele colocou uma flor em seus cabelos cacheados, na entrada da casa azul ha uma treliça branca sustentando uma planta de cipós,  cheia de botões protos para romper em flores.

Bucano, diz ela que os habitantes são simples e puros, uma ilha de pescadores, pessoas felizes e acolhedora.As mulheres ajudam na economia fazendo bordados,  bordando a beleza dos locais, trabalhos procurados pelos turistas. A cidade as ruas são canais  que suas água refletem as casas coloridas e as flores, ha uma praça com arvores, uma rua larga do comercio pontes em arco sobre canais, turistas olhando curioso um barco recém chegado do mar, os restaurantes servem uma iguaria de frutos do mar,ela reparou que nas ruas as lanternas são presas as paredes e não ha postes, estas luzes fazem o local lindo a noite,  refletidas nas águas dos canais, ha também uma igreja matriz barroca, com artes sacras centenárias, e seus sinos badalam  sincronizando suas badaladas.

Ela disse que esta ilha que ela esteve Burano fica próxima a Murano,  que é uma das mais pitorescas ilhas de lagunas venezianas separada de Veneza por 7 kl , numa viagem de quarenta minutos de vaporeto, o barco que faz a travessia.

Burano ficou famosa por ser uma fabrica de artistas, que pintam os fios de varais em meio as paisagens com as roupas feito bandeiras em cores, conta se a historia que na antiguidade os pescadores que habitavam a ilha pintavam suas casas para distinguir ao longe,  quando voltavam do mar e seus barcos tinham a mesma cor  de suas cassas, para que as famílias soubessem quem vinha chegando e esperavam em festa, e que esta tradição converteu-se em motivo de atração turística.

Nas ruas os velhos são contadores de histórias e falam deste passado tão remoto e tão presentes.Finalizando a historia da viagem a Bucano, comentei que queria viajar como ela , e queria visitar este lugar, ela sorriu e ,e disse é fácil querida,  faça como eu mesmo nesta idade viajo o mundo todo através de meus email que recebo de muitos amigos, esta viagem que lhe contei agora foi um dos mais bonitos que recebi de alguém, o resto é imaginar,é assim que passo meu tempo aqui nesta casa de repouso onde vivo a anos,  onde já não me visitam mais,  esqueceram de mim, meu computador é meu companheiro e amigo, ele  e minha janela para o mundo.,Eu ri com lagrimas nos olhos do seu jeitinho criança de ter me pregado essa  preciosa peça,nos abraçamos com um amor intenso.

autora- Margarida Pimentel em 22-09-2010.  

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Chuva de pétalas

Hoje quero fazer uma homenagem a um pequeno homem de Deus,o meu amigo Lucas de Goiânia, Brasil.

Numa certa manhã  Lucas caminhava por uma rua indo comprar o pão quentinho numa padaria próxima a sua casa.

Ía distraído  pensando na vida,  ao passar embaixo de uma sombrosa árvore, quando o piar de um pássaro lhe chamou atenção, diz ele que o pequeno pássaro parecia chamar por alguém era um piar sofrido, ele olhando entre os ramos por instante o encontrou ali paradinho entre folhas, e mesmo percebendo que estava sendo observado não parou de piar.Lucas resolveu responder-lo  dizendo bom dia pássaro solitário, como é bom ti ver a me cumprimentar com seu canto, assim minha manhã ficou melhor ainda, neste momento o vento soprou mais forte que a brisa da manhã e caiu uma chuva de pétalas das flores e de pingos de orvalho, que encheu seu rosto com esta chuva ,Lucas disse que sentiu aquele frescor como chuva de benção das mãos da natureza,foi um carinho um toque bom de sentir.

Lucas parado ali observando aquela árvore tão florida, majestosa a receber os primeiros raios de sol, que cintilava  como diamantes nas gotas de orvalho sobre folhas e flores. A li diz ele que se esqueceu de tudo por segundos,só podia agradecer a o grande Deus por tudo, pela vida, pela natureza,  agradeceu por ter Deus chamado a sua atenção pra uma conversa através daquele pássaro, da chuva de pétalas, do orvalho,da arvore do brilho do sol. Lucas ficou ali um bom tempo a sentir a suavidade  daquele momento, a sentir Deus em cada pétala, das flores no perfume da manhã, em cada abelhinha,  em cada gota que brilhava como prisma em meio ao verde das folhagens, daquela noite que a bem pouco havia se deixado ir, como se refrescasse a natureza com suas lagrimas de alegria e amor, para que no novo dia a vida renascesse, com força para suportar tranquilamente o sol do dia que chegara. Lucas me contando,  dizia ter sido um momento de oração,  do salmista salmodiar a Deus, ele me disse que fazia pouco tempo que havia reparado na beleza da natureza,  em seu espetáculo em suas minucias.

pela primeira vez pode ver e sentir uma chuva de pétalas, só para ele. e poder observar o mundo em outro prisma.

terça-feira, 19 de julho de 2011

CHEIRO DE VIDA, CHEIRO DE DEUS.

Eu e meu filho estávamos dentro de um forte antigo em Sagres, olhávamos em silencio a vastidão do mar cor esmeralda, que batia nos paredões das falésias na sua`profundidade. Aquele lugar mágico,deslumbrante, que nos encantava e nos silenciava,o silencio era o respeito pela natureza que vibrava em nós sua força, sua energia pura.

Ali contemplávamos o majestoso farol, com seu poder de se comunicar pela noite adentro, com sua dança de luz se fazendo imponente, na sua missão de dar direção aos que navegam, majestoso mesmo quando dormia ao sol no  descanso, as imensas falésias recebendo as grandes ondas azuis que no encontro se transformava em um branco rendado que se espalhava sobre o azul das águas, no céu as gaivotas branquinhas desenhavam o azul do infinito, cantando um continuo canto como que um louvor a Deus por aquele momento, pela beleza que ali podia ver. Sentados numa muralha de pedras, ficamos em silencio, meu filho gravando e eu fotografando, mesmo sabendo que os aparelhos não alcançam as imagens que estávamos comtemplando, aquela beleza feita por Deus. Os canhões antigos, a muralha grande do forte, no chão a rosa dos ventos que estava la antes do forte ser construído, a igrejinha e tudo mais,  fazem parte de uma história quase remota.

E nós comentávamos baixinho oque víamos, e ali dentro havia  um imenso jardim multicolorido natural, entre um mar de pedras dando a impressão de um solo  de um outro planeta, sentíamos a brisa com cheiro de mar conforme o vento o cheiro era das flores, da relva, era um poesia em nossa volta,  nos contínhamos ali quietinhos e  falarmos com o olhar, apenas com o olhar, porque Deus estava ali, o vento trazia lindas canções de anjos , o mar participava, orquestrando, as flores e tudo ali tinham o cheiro de vida, o cheiro de Deus. Só podíamos pensar e depois de um longo silencio meu filho disse –Só Deus  pode fazer um senário como este, onde a natureza canta e dança em meio ao perfume da sua própria essência, eu respondi-É só Ele podia trazer-nos aqui neste momento para contempla-lo, sorrindo e olhando para o céu disse  AMEM.

sábado, 9 de julho de 2011

ENTRE AS PEDRAS ALTAS DAS MONTANHAS.

Uma dor de saudades misturada com solidão me leva ao pico de uma montanha beira mar, um lugar envolvido em grandes pedras, la  encima sentindo –me parte de um todo, da grandeza intocável de tudo que via, meus olhos buscavam o distante oceano  no seu linear entre o céu e as águas`,   onde os tons de azuis se confundem,  onde meu olhar vê a alma do mundo.

Sinto que la também é onde se esconde os que se foram e me deixaram e aqueles que virarão ao meu encontro, la esta o sol no entardecer, pode me ver me acariciar com seu calor, sua luz fazendo uma estrada de ouro sobre o mar vem até a mim secando minhas lagrimas, bem antes veio o vento com seu beijo calmo e frio-me beijando com sua boca suave de veludo e sua  brisa fresca. Soluços saem do meu coração.

E eu busco algo que não sei bem oque, mais sei que faz parte do meu eu algo que me completa, o sol me olha e deixa seus raios acariciarem meu corpo, enquanto o vento faz dançar suavemente a minha saia longa transparente de renda branca ficando uma roda a bailar.

As fitas dos laços em meus  cabelos e em minha cintura, abanam num único sentido, no meu silencio estendo as mãos ao universo para tocar o sol que se despede de mim, tocando a linha do horizonte sobre a vastidão azul, la ha um portal secreto que só ele com sua majestade tem a permissão de entrar, ´nas minhas saudades vejo que la também estão aqueles que me amaram e que amei, que viraram anjos e do outro lado neste porta foram morar.

Neste momento sou completamente  envolvida pela natureza, nem sinto meu corpo,  meu eu flutua no meu pensar e sentir no espaço em que estou, fecho os olhos  e vou retornando a minha realidade cheia de paz e de luz, agradecida pela vida. E vi que a saudades que sentia era apenas o convite para me soltar no espaço de Deus e me refazer em suas mãos. 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O ELEGIO VERDADERO VEM DA HUMILDADE.

O elogio é uma autentica necessidade humana, eu costumo dizer que o elogio move o mundo, e também acho que não existe uma pessoa que não tenha uma qualidade para ser elogiada. Somos feitos com inúmeras qualidades,  na verdade são dons que cada um nasce com os seus.O elogio é o remédio para todas as dores, na hora da tristeza, percas, desilusões e mais sentimentos que por muitas vezes não sabemos lidar com eles.

O elogio é a força para pequenas e grandes conquistas o impulso para luta, quantas vezes na vida sabemos oque devemos fazer, como fazer, mais se alguém nos da um empurrãozinho,dizendo que podemos , que vamos conseguir, ai  fazemos e saímos sempre bem.

O elogio nos faz mais confiantes,  nos faz buscar e encontrar, plantar e colher. porque a sabedoria e regada de confiança e confiança é o caminho do sucesso. O elogio é essencial para um relacionamento saudável.

O elogio tem dois lados a ser considerado, devem ser sincero e especifico. É sempre bom  sabermos como é importante reforçamos um comportamento especifico, porque o que é reforçado é repetido e que o elogio sincero vem da humildade do coração.

Falando da humildade, ela se defini em ser autentico sem pretensão, orgulho e arrogância. Ser humilde é também pensar menos em si menos e saber que que todos precisamos uns dos outros, Deus não nos fez para viver isolados, aquilo que dizem que a união faz a força é bem verdade, porque o arrogante sofre medos de perda e da má sorte porque ele se acha melhor que todos e mais merecedor dos bens e dons, que o resto da humanidade. Então despreza pisa, escraviza e acaba ficando numa ilha chamada prepotência, intocável, indesejado e perde a graça de Deus chamada paz.

Porque o Mestre dos metres, nos ensina que a simplicidade é o caminho para humildade e que nos amássemos uns aos outros como Ele nos amou, e ao próximos como a nos mesmos, isto é o principio de família, e de sermos irmãos, filhos do mesmo Pai o dono de tudo, aquele que da e conforme o comportamento tira porque só Ele pode todas as coisas e é dono de tudo que existe, para que não ficássemos preocupado com nada a natureza tem fartura de tudo,  Deus nos fez sua semelhança dele para sermos plantador de amor, ser sua semelhança significa ser igual a Ele viver no espiritual, entendemos que a grandeza reluz de dentro para fora.

Vejamos os animais vivem em grupos e são solidários uns aos outros,  andam juntos , comem juntos e defendem seus territórios de outras espécies juntos, porque sabem que a união faz a força, assim tínhamos que agir.

Alguém disse um dia uma coisa verdadeira que nos da a idéia de união de humildade.Diz que um par de mãos nos fez nascer, outro nos alimentou e nutriu, outro nos ensinou a ler e escrever, agora outros pares de mãos cultivam os alimentos que nos alimentara a vida toda, outras protegem a vida, outro par de mãos envelheceram para fazer o melhor pra nós, desde o nascimento até caminharmos pela vida sozinhos, outras mãos nos afagam quando estamos tristes e sofrendo, e pensar que outros pares de mãos levarão a terra, quando na morte. Então precisamos uns dos outros sempre, e ser humilde é gostar de compartilhar dividir de amar a todos como a nos mesmos.Ser humilde é ser real autêntico com as pessoas e descartar as mascaras do orgulho da arrogância e da prepotência.E elogiar sempre, isso é um ato de amor.