sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O COLO DE DEUS . minha oração.

Hoje senhor eu amanheci mais apaixonada pelo senhor, quero ficar este dia no seu colo de Pai e beijar o seu rosto, e suas mãos santas e dizer o quanto ti amo, quantas vezes o meu coração pedir e sei que quanto mais eu dizer ele vai pedir. Quero ouvir a sua voz mansa, humilde e bondosa, aquilo que o senhor espera de mim.

Quero sentir o calor do teu aconchego me abraçando forte, me mimando e dizendo que me ama muito. Hoje quero me sentir filha de verdade,como criança que nasce cem por cento anjos,e cabe aos pais a encina-las a serem humanas, humana sim mais divina, que sente emergir de dentro do corpo físico o esplendor do espirito que é de voz e é imaculado, parte nossa que nunca é atingida pelas impurezas, vive dentro do físico mais isolado, lá  onde sou templo, onde é pura luz, veredas onde só o senhor pode andar.

Senhor que doce chama-lo de senhor meu Pai, é a fonte desta alegria que sinto agora e essa sensação saborosa inexplicável de estar vendo e sentindo o seu sorrir para a natureza, qual faço parte, e ela sorrindo para o senhor, numa sintonia única onde há alegria, pureza, paz,luz e harmonia. Sinto seu cheiro e sei agora porque amo as flores, tudo que criaste, porque tem o seu cheiro, seu perfume único,, quando caminho nas matas sinto o cheiro das árvores, do solo úmido, das flores nos cipós, quando caminho no leito dos rios, sinto o ozônio de suas nascentes, do fluxo de suas águas puras cristalinas, no mar o cheiro da maresia, só posso sentir porque o senhor esta ali. Sei que se fosse até as nuvens sentiria delas o seu cheiro, e se fosse mais longe no infinito azul entre as estrelas e os astros,também la sentiria o seu perfume distinto, onde ha perfume cheiro agradável ali esta sua presença,também.

Hoje paizinho quero o senhor só pra mim, quero dormir e acordar com seu canto, na sua linguagem única, no seu embalar, quero ficar envolvida em sua paz no seu hálito de amor, dos seus lábios que cantam as mais lindas canções, sorrindo para mim esperando que adormeça, vendo que de luz resplandeço no espelho dos seus olhos. Ao acordar possa sua face tocar e sentir o quentinho do seu colo de Pai, e num sorriso dizer baixinho…Vá caminha eu vou contigo segurando em sua mão pequenina de filha, não temas a nada, quando houver os espinhos do caminho te levanto no colo e piso-os com minhas sandálias,para que não te firas, quando as pedras forem grandes e cortantes, eu flutuarei contigo , quando chegar nas montanhas eu direi afaste e elas obedecerão,abrindo o caminho, em qualquer tormenta te cobrirei com meu manto sagrado, quando vier o deserto farei um oásis, antes de se cansares,com sombras e águas puras para que te refresques, e um tapete de areias frias para acariciar seus pés pequeninos de filha. E quando estiverdes na espreita dos inimigos por causa do meu nome, só você saberá da minha presença, e porás os seus pés pequeninos de filha, fazendo rastro, dentro dos rastros dos meus pés.

Eu estou contigo desde todo sempre, foi eu que te chamei pra vida , pelo nome antes de sua mãe saber, então se chorares que seja por amor de mim, se não for voltaras para o meu colo e limparei os resíduos da vida, de sua vida, e te farei nova a cada lagrima,ti lapidarei como um diamante nas mãos do joalheiro, farei nascer um novo eu em ti. E ti dou cada manhã para que renasças com cada amanhecer, você não sabe mais sou eterno, porque renasço a cada novo dia. nunca temas eu estou contigo. Obrigada Senhor por me ditares estas palavras.

De Margarida Phires.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A MISSÃO DAS MÃOS.

Eu estava numa concentração, onde havia muitos  aplausos ao palestrante, e eu analisava as pessoas falarem umas com as outras e como se expressavam com as mãos,  como manifestavam alegrias com as palmas fortes. Percebi então a importância de nossas mãos, elas manifestam todos nossos sentimentos um simples gesto, ela diz tudo que vem de dentro sem palavras.

As mãos são irmãs que não se separam e são diferentes, e unidas em suas ações em uma missão, mais com sentimentos diferentes, uma é razão e outra emoção, uma é negativa e outra positiva, em suas energias.Uma acaricia e a outra abraça, e não fazem nada uma sem a outra se fizer, a dificuldade é grande, uma depende da outra para fazer a perfeição. Que faz a esquerda sem a direita? e a direita sem a esquerda? tudo imperfeito, embora as duas pouco se toquem, só naqueles momentos que não sabem oque fazerem, ficam perdidas e se agarram, se abraçam se juntam de uma forma a se protegerem.Quase não se acariciam,mais são fiéis uma a outra onde uma esta a outra esta ali, ajudando dando força,sem se cansar primeiro que a outra.

Elas são como o negativo e o positivo que acende a luz, energia coordenada e outra  mais neutra que se equilibram entre si, sem se humilharem,são como a lua e o sol, o sol traz a luz da vida ao planeta e a lua  a luz pálida dando frescor a noite, soprando o sereno, que suaviza a escuridão, que só de vez enquanto se encontram.Sempre estão juntos no firmamento todos os dias e todo as as noites, fazendo seu papel de ser luz para a terra, a lua não brilha sem o sol,e o sol não  tem a, mesma graça sem a lua,  não se tocam mais se encontram no olhar de luz.

As mãos são as irmãs que acalentam a vida, estão juntas no abraço, no aplauso, no confortar, no acalentar, no consolar da dor, curando as machucaduras, gesticulam juntas as palavras se unem na oração, na canção, no gesto de perdão, no colher e dar uma flor, nos gestos de amor.Se entrelaçam apertadas nas horas de decisões, se abanam com a tristeza de uma despedida, na hora do adeus.

As mãos levam ao aprendizado, faz parte da construção da vida, nascem juntas, vivem juntas, para o mesmos fins.e se entre abraçam no sono eterno, para não mais se largarem,com a tranqüilidade de missão cumprida. Missão esta,  que por muitas vezes ficaram feridas,magoadas, cheias de calos,  de defeitos, e de rugas no longo da labuta da vida, sinal de quem fez bem sua missão.

  Do outro lado oque elas levam para apresentar a Deus só Ele pode ver.A linda e imprescindível missão das mãos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

AS PAPOLAS VERMELHAS

Naqueles dias de aflição em que meu filho tomava quimioterapia por um câncer, que nos desequilibrou nas nossas emoções, eu estava em migalhas, noites sem dormir só esperava um milagre,eram momentos de lagrimas e outros de desespero sem nunca perder a esperança, um dia ele resolveu que deveríamos dar um passeio, então fomos para uma cidade pequena bem perto de Madri, onde morávamos. Entrando naquela cidade paramos numa rua que ao lado direito, havia  um campo vasto e vermelho em  papolas , por um instante fiquei numa paz a contemplar aquela beleza ali na minha frente.

As papolinhas silvestres parecia um campo coberto por um cetim vermelho, eu e meu filho ficamos comentando quanto Deus se faz presente na natureza, basta prestar atenção no seu encanto,e que os campos europeus na primavera são sempre cobertos de grandes variedades de flores e plantas lindas, que a centenas de anos foram plantadas  nos jardins das casas e as sementes foi se espalhando por toda a terra planícies, montes, enfeitando cada cantinho dos campos da Europa, ele disse que Deus se preocupou em enfeitar aquela terra árida, pedregosa em algum lugar, vulcânica em outros, neste mundo grade de feito pelas suas mãos e toda planta e florestas vem vindo das mãos dos homens.

Foi um momento de paz e de oração admirando  aquela visão magica na presença do criador, naquele momento  tínhamos toda atenção voltada para aquela beleza, o vento calmo fazia a dança daquelas flores ali, nos interagimos com a perfeição da natureza, que na sua simplicidade faz uma unção com Deus.

Hoje estivemos novamente la nesta mesma época. E la estava  as papolinhas nativas vermelhas, eram outras. Olhai os lírios do campo, disse Jesus. E nós éramos também outros renovados, meu filho inteiramente curado e saudável.

voltamos para rever a beleza das papolas vermelhas,do campo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A FORÇA DO CAVALO.

Estava minha sobrinha dentro de um metro na Itália, passando por por momentos difíceis, num novo pais, sentindo sozinha, distancia do amor, dificuldades normais de quem muda para um mundo diferente, longe de seus costumes de sua gente. Neste dia conta ela que fora um dos mais triste, que já havia passado numa igreja e falado muito com Deus,e ali dentro do metro ela esperava por uma resposta angustiada, das muitas perguntas que fizera ao céus.

Ela sabia que só Deus poderia abrir as portas que ela precisava entrar,conversava com seus pensamentos, por momentos lagrimas brotavam de seus lindos olhos verdinhos. Qual não foi sua surpresa quando a olhar para uma revista que alguém sentada de frente lia, na pagina virada havia uma propaganda que lhe chamou atenção , era a figura de um cavalo correndo em um campo verde, ela por um instante entrou em um devaneio,vendo a liberdade daquele cavalo flutuando ao vento,em passos largos, parecia feliz, livre, descontraído, na sua liberdade de poder ser apenas ele e a vida. Então ela disse ao seu coração com a força de suas emoções, sei que sou como aquele cavalo, forte e livre é assim que Deus me quer, é assim que sou.

Imediatamente ela percebe que voando, acompanhando a cavalgada do cavalo havia uma pomba branquinha, ela ficou emocionada e falou com Deus em seu pensamento.-Obrigada meu pai celestial, sei que pra muita gente esta gravura passou sem ser vista, pra outros era apenas mais uma propaganda, mais para mim o senhor, a escolheu para falar comigo,quando olhei pra este cavalo me senti forte outra vez, me senti aliviada e feliz, só pode ser o senhor, posso dizer que me sinto forte e livre como ele na cavalgada do futuro e que a pomba é a sua presença em minha vida e estar embaixo de suas asas, da sua proteção, Pois eu não acredito em coincidência, mais sim que tudo tem o porque, Obrigada por me ouvir e por me responder dentro do meus sentimentos mais nobres.Obrigada Senhor.

O interessante que dia após dia seus sonhos foram se realizando. Deus usa muitas formas para falar conosco.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O TEMPO EO ENCANTO

Numa tarde fresca de verão, estava eu sentada em um banco de madeira em baixo de uma sobra fresca de uma frondosa árvore, em minha companhia uma senhorinha de 82 anos a qual me contava sobre suas viagens pelo mundo.

Dona Angelita é o seu nome, seus olhinhos brilhavam entre as pálpebras caídas e cansadas no seu rostinho envelhecido pelos anos, mais cheios de luz, cheio de vida, resplandecendo uma inigualável alegria em seu sorriso,  em dizer as palavras que me inteiravam de uma linda viagem,  a uma ilha quase que encantada chamada Bucano, lá  onde ela esteve em sua ultima viagem.

Ela conta que chegou na ilha  de barco e que era lindo ver aquele povoado em meio as águas  coloridas e tão alegres,  com o brilho do sol e que Burano tem pra ela um sabor de mar. Ao se aproximar la estavam centenas de barcos amarrados ao longo dos canais que cruzam a ilha, ela ficou maravilhada com os florais nas lindas janelas desenhadas entalhadas a mão.

Dona Angelita disse  que la usa -se pintar as casas em cores fortes, uma bem diferente da outra, e que são em cores de preferencia primarias, que nas ruas ela encontrou muitos jovens indo para o colégio, todos bonitos loiros com pele de pêssego e pele queimada.Conta que em Burano é um mundo diferente, um retalho de um mosaico sagrado pelo tempo, ela viu por la muitos pintores eternizando aquela beleza, numa janela  do tempo descrito pela sua mente visual. Os fotógrafos andam buscando minucias de cada paisagem, para levar para o mundo conhecer, os poetas escrevem poesias sentados nas sacadas floridas das casas, na junção das mesmas unifamiliares é um prazer para os olhos, as a beleza dos gerânios, roseiras, e muitas outras flores adornando os antigos terraços e sacadas, que parece parte  de uma pintura feita pelo amor de cada mão, retalho do paraíso escondido no mar.Também ficou encantada com com as portas altas e seus detalhes em forma rustica e bela, também estavam erroladilhos de ferro em formas distintas,  embelezando ainda mais tudo ali.

Ao longe pode avistar antenas de tv junto a chaminés torneadas no topo das casas, fazendo uns desenhos antigos quase barrocos do lugar, Dona Angelita conta que as janelas tem namoradeiras, onde as moças sentavam a tarde para ver os rapazes passarem, estas são decoradas, cuidadosamente, ha sacadas com figuras  estranhas e carrancas, e nas ruas muitos vasos adornando todos lugares, Ela caminhando por uma calçada topou com um flagrante amoroso, como uma sena de filme, numa tarde de paz tranqüilidade  e o amor reinava naquele lugar. Dois jovens se beijando longamente, ele tinha uma mão na bicicleta e a outra mantinha sua amada junto ao seu corpo, em cima um arco de flores lilás que em penca,testemunhavam aquele momento único, estavam enfrente uma casa azul, ao se despedirem ele colocou uma flor em seus cabelos cacheados, na entrada da casa azul ha uma treliça branca sustentando uma planta de cipós,  cheia de botões protos para romper em flores.

Bucano, diz ela que os habitantes são simples e puros, uma ilha de pescadores, pessoas felizes e acolhedora.As mulheres ajudam na economia fazendo bordados,  bordando a beleza dos locais, trabalhos procurados pelos turistas. A cidade as ruas são canais  que suas água refletem as casas coloridas e as flores, ha uma praça com arvores, uma rua larga do comercio pontes em arco sobre canais, turistas olhando curioso um barco recém chegado do mar, os restaurantes servem uma iguaria de frutos do mar,ela reparou que nas ruas as lanternas são presas as paredes e não ha postes, estas luzes fazem o local lindo a noite,  refletidas nas águas dos canais, ha também uma igreja matriz barroca, com artes sacras centenárias, e seus sinos badalam  sincronizando suas badaladas.

Ela disse que esta ilha que ela esteve Burano fica próxima a Murano,  que é uma das mais pitorescas ilhas de lagunas venezianas separada de Veneza por 7 kl , numa viagem de quarenta minutos de vaporeto, o barco que faz a travessia.

Burano ficou famosa por ser uma fabrica de artistas, que pintam os fios de varais em meio as paisagens com as roupas feito bandeiras em cores, conta se a historia que na antiguidade os pescadores que habitavam a ilha pintavam suas casas para distinguir ao longe,  quando voltavam do mar e seus barcos tinham a mesma cor  de suas cassas, para que as famílias soubessem quem vinha chegando e esperavam em festa, e que esta tradição converteu-se em motivo de atração turística.

Nas ruas os velhos são contadores de histórias e falam deste passado tão remoto e tão presentes.Finalizando a historia da viagem a Bucano, comentei que queria viajar como ela , e queria visitar este lugar, ela sorriu e ,e disse é fácil querida,  faça como eu mesmo nesta idade viajo o mundo todo através de meus email que recebo de muitos amigos, esta viagem que lhe contei agora foi um dos mais bonitos que recebi de alguém, o resto é imaginar,é assim que passo meu tempo aqui nesta casa de repouso onde vivo a anos,  onde já não me visitam mais,  esqueceram de mim, meu computador é meu companheiro e amigo, ele  e minha janela para o mundo.,Eu ri com lagrimas nos olhos do seu jeitinho criança de ter me pregado essa  preciosa peça,nos abraçamos com um amor intenso.

autora- Margarida Pimentel em 22-09-2010.  

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Chuva de pétalas

Hoje quero fazer uma homenagem a um pequeno homem de Deus,o meu amigo Lucas de Goiânia, Brasil.

Numa certa manhã  Lucas caminhava por uma rua indo comprar o pão quentinho numa padaria próxima a sua casa.

Ía distraído  pensando na vida,  ao passar embaixo de uma sombrosa árvore, quando o piar de um pássaro lhe chamou atenção, diz ele que o pequeno pássaro parecia chamar por alguém era um piar sofrido, ele olhando entre os ramos por instante o encontrou ali paradinho entre folhas, e mesmo percebendo que estava sendo observado não parou de piar.Lucas resolveu responder-lo  dizendo bom dia pássaro solitário, como é bom ti ver a me cumprimentar com seu canto, assim minha manhã ficou melhor ainda, neste momento o vento soprou mais forte que a brisa da manhã e caiu uma chuva de pétalas das flores e de pingos de orvalho, que encheu seu rosto com esta chuva ,Lucas disse que sentiu aquele frescor como chuva de benção das mãos da natureza,foi um carinho um toque bom de sentir.

Lucas parado ali observando aquela árvore tão florida, majestosa a receber os primeiros raios de sol, que cintilava  como diamantes nas gotas de orvalho sobre folhas e flores. A li diz ele que se esqueceu de tudo por segundos,só podia agradecer a o grande Deus por tudo, pela vida, pela natureza,  agradeceu por ter Deus chamado a sua atenção pra uma conversa através daquele pássaro, da chuva de pétalas, do orvalho,da arvore do brilho do sol. Lucas ficou ali um bom tempo a sentir a suavidade  daquele momento, a sentir Deus em cada pétala, das flores no perfume da manhã, em cada abelhinha,  em cada gota que brilhava como prisma em meio ao verde das folhagens, daquela noite que a bem pouco havia se deixado ir, como se refrescasse a natureza com suas lagrimas de alegria e amor, para que no novo dia a vida renascesse, com força para suportar tranquilamente o sol do dia que chegara. Lucas me contando,  dizia ter sido um momento de oração,  do salmista salmodiar a Deus, ele me disse que fazia pouco tempo que havia reparado na beleza da natureza,  em seu espetáculo em suas minucias.

pela primeira vez pode ver e sentir uma chuva de pétalas, só para ele. e poder observar o mundo em outro prisma.

terça-feira, 19 de julho de 2011

CHEIRO DE VIDA, CHEIRO DE DEUS.

Eu e meu filho estávamos dentro de um forte antigo em Sagres, olhávamos em silencio a vastidão do mar cor esmeralda, que batia nos paredões das falésias na sua`profundidade. Aquele lugar mágico,deslumbrante, que nos encantava e nos silenciava,o silencio era o respeito pela natureza que vibrava em nós sua força, sua energia pura.

Ali contemplávamos o majestoso farol, com seu poder de se comunicar pela noite adentro, com sua dança de luz se fazendo imponente, na sua missão de dar direção aos que navegam, majestoso mesmo quando dormia ao sol no  descanso, as imensas falésias recebendo as grandes ondas azuis que no encontro se transformava em um branco rendado que se espalhava sobre o azul das águas, no céu as gaivotas branquinhas desenhavam o azul do infinito, cantando um continuo canto como que um louvor a Deus por aquele momento, pela beleza que ali podia ver. Sentados numa muralha de pedras, ficamos em silencio, meu filho gravando e eu fotografando, mesmo sabendo que os aparelhos não alcançam as imagens que estávamos comtemplando, aquela beleza feita por Deus. Os canhões antigos, a muralha grande do forte, no chão a rosa dos ventos que estava la antes do forte ser construído, a igrejinha e tudo mais,  fazem parte de uma história quase remota.

E nós comentávamos baixinho oque víamos, e ali dentro havia  um imenso jardim multicolorido natural, entre um mar de pedras dando a impressão de um solo  de um outro planeta, sentíamos a brisa com cheiro de mar conforme o vento o cheiro era das flores, da relva, era um poesia em nossa volta,  nos contínhamos ali quietinhos e  falarmos com o olhar, apenas com o olhar, porque Deus estava ali, o vento trazia lindas canções de anjos , o mar participava, orquestrando, as flores e tudo ali tinham o cheiro de vida, o cheiro de Deus. Só podíamos pensar e depois de um longo silencio meu filho disse –Só Deus  pode fazer um senário como este, onde a natureza canta e dança em meio ao perfume da sua própria essência, eu respondi-É só Ele podia trazer-nos aqui neste momento para contempla-lo, sorrindo e olhando para o céu disse  AMEM.